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segunda-feira, 26 de março de 2018

Eu sou foda!!!

Eu sou foda!! E isso nem quer dizer que eu sou perfeita. Mas eu aguento um tranco. Se cair levanto, que chão é pra minhoca... Se não der certo, tento de novo, de outro jeito, porque sei que não importa o tempo que eu leve no caminho, se a mira é no alvo, eu chego lá. Sou flecha. Daquelas que até vergam, mas não quebram. Afiada e certeira. Não mexo com ninguém, mas se mexer comigo, já viu... o que quero eu consigo, porque o Deus que me fortalece não descansa, assim minha força é infinita. Não sou de mimimi. Preto no branco é mais fácil de entender, porque não tenho tempo em minha vida pra alimentar mal-entendidos ou disse-me-disse. Se tem que fazer, faço logo. Se sei que é pra fazer, por que vou esperar que mandem? Erro pra caramba. Tenho uma enciclopédia com todos os meus erros e as lições que aprendi com cada um deles. Sou sincera. Mas sou humana. E procuro sempre colocar minha humanidade acima da minha sinceridade. Se minhas palavras vão ferir desnecessariamente, eu calo. No entanto, se calar vai me ferir, eu falo. Aprendi que preciso cuidar de mim primeiro, pra que esteja com minha alma sã pra poder cuidar dos outros. Sou reativa, arengueira, amorosa e meio louca. E só mudo em mim o que me incomoda. Meu FODA-SE vive constantemente ligado, e minha paciência, já testei, não funciona. Sou intensa... Do tamanho do mundo todo. E livre como um passarinho. Não suporto controle, mas, com certeza vou querer controlar você. Começo e não termino. Preciso de desafio pra seguir adiante. Se ficar muito fácil perco o interesse. Sou movida a novidade, mas preciso de rotina pra descansar meu coração. Quando amo, amo mesmo. Não divido sentimento, nem brinco com o coração de ninguém. Mas quando desamo, é como se nunca tivesse amado. Conte comigo, mas eu vou esperar poder contar contigo também. Se pedir minha opinião eu dou. Então, só me dê a sua se eu pedir. Quando entro numa empreitada quero fazer o melhor. Sou exibida, sim. Mas trabalho duro pra ter pelo que me exibir. Me acho linda, inteligente e carismática!!! Você não acha? Problema seu!! É, eu sou FODA!!!

quarta-feira, 14 de março de 2018

Desvencilhe-se

Sábado encontrei uma colega que não via a uns anos. Ela me olhou e comentou: "Menina, como pode isso,você está cada dia mais jovem. Me conta o segredo."
Eu respondi: tem que diminuir o peso...

Talvez ela tenha pensado que eu estava falando de gordura, mas não é nada disso. Pra ser feliz e viver pra sempre jovem, nós precisamos diminuir o peso que carregamos na alma. E isso inclui tudo o que nos aprisiona, desde a aceitação de padrões impostos ao apego material, que nos prende a coisas mais do que a pessoas.

Eu comecei meu processo diminuindo minha bagagem material... Doei todos os meus livros, me desfiz de tudo o que não tinha utilidade imediata para mim... Não tenho nada que não seja de uso atualmente... sabe essas coisas que as pessoas guardam de lembrança ou porque acham que podem precisar um dia? Então, não tenho nada disso... Sempre fui desapegada... Mas agora tá muito pior... kkkkkk... ou melhor, né?

Tenho amigas que piram comigo porque não tenho apego a nada ou por não perder mais meu tempo com certas superficialidades. Uma delas diz que eu não sou vaidosa (porque detesto salão, não vivo de unhas pintadas, só pinto quando quero, deixo meu cabelo branco por dias, não faço as sobrancelhas). Segundo essa amiga, é muito feio uma mulher que não é vaidosa. rsrsrsrs... Mas eu me desprendi dessa prisão do ter que estar dentro dos padrões impostos também... Se as pessoas não conseguem enxergar para além da maquiagem e das unhas feitas, o problema é delas e não meu!!!

Andei me livrando de vários pesos e isso tem me feito um bem danado... Incluindo o peso das culpas e dos ressentimentos que a gente carrega ao longo da vida... Ando jogando tudo fora... Tudo! Um pouquinho a cada dia...

A gente vai morrer... cada um de nós... E tudo isso vai ficar aqui... Eu só quero usar meu tempo, agora, pra curtir o que não é efêmero... Quero viajar, curtir meu filho e minha família, me divertir com minhas amigas e amigos, namorar,  e só...não quero nada que me aborreça, que me limite ou que me machuque!!!

E assim, de alma leve, sem tanta bagagem, sem tanto peso, acabei encontrando o melhor de mim. O SER que busquei por tanto tempo e que não conseguia. Posso dizer, sem medo, que estou vivendo a melhor fase da minha vida!!! Sim, estou mais jovem... simplesmente porque abri mão do peso que carregava. Essa é a questão...

Desvencilhe-se do peso que envelhece a sua alma.

DESAPEGUE-SE, PERDOE, COMPADEÇA-SE e SEJA!!!

(Texto inspirado num papo com meu querido Sergio Saldanha.)

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Das redes sociais e do ódio irracional que habita mentes vazias

Eu tenho uma mania. Na verdade, eu tenho muitas manias, mas isso não vem ao caso agora.

Eu tenho mania de ler os comentários nas postagens de rede social que viralizam. Gosto de analisar os pensares daquelas pessoas que, em sua maioria, não conhecem quem escreveu o post inicial, nem se conhecem entre si. Gosto de analisar como se comportam no debate com pensamentos contrários aos seus. Gosto de observar o tipo de entendimento que cada um constrói dos fatos, ou argumentos, ou opiniões postadas. Gosto de ler tais comentários, desde sempre. Desde que comecei a blogar, em 2005, já lia os comments de blogs alheios com essa perspectiva. Gosto, principalmente, dos comentários dos posts mais polêmicos. Ou melhor, gostava!!!

Sim, estou prestes a abrir mão de mania tão antiga. O problema é que, de uns anos pra cá, as pessoas começaram a utilizar as redes sociais pra destilar todo o seu recalque, suas frustrações e dores, sua intolerância. De uns anos pra cá, as pessoas decidiram utilizar as redes sociais pra alimentar seu ódio. Sim, as pessoas estão cheias de ódio!!! Do post mais corriqueiro ao assunto mais sério, a racional civilidade que deveria servir aos que vivem em coletividade, desapareceu. Hoje, lendo os comentários numa postagem compartilhada por Andrea Lima Toroxel, sobre o acidente que ocorreu esses dias no Recife e destroçou duas famílias, fiquei angustiada. Xingamentos e ofensas choveram contra o motorista que provocou a colisão, como era de se esperar. Mas não ficou por aí. "Ele merecia ser amarrado num carro e puxado, arrastando pelo chão." Esbravejou uma das comentantes. "Morte é pouco pra esse verme." Gritou outra que, com certeza, é Cristã.

Eu sei que vidas foram ceifadas nessa colisão, e oro pra que a justiça dos homens seja feita (a de Deus é de certeza), mas desejar o extermínio do irresponsável, que causou tão grande tragédia, não me torna tão maléfica quanto ele?

Tô citando esse caso, porque acabei de ler tais comentários, mas não é um caso isolado. Argumentação e debate são coisas desconhecidas dessa massa que viaja na virtualidade. O post da socialite que falou de Titi (filha dos atores Gagliasso e Ewbank) também mereceu ameaças e desejos de morte e tortura pra todos os lados. Teve até quem questionasse "pra que essa macaquinha com tanto luxo". Postagens sobre relações homoafetivas, racismo, pessoas transgênero, homofobia, feminismo, são os campeões de bilheteria no quesito ódio irracional. Certa vez li, numa postagem sobre mulheres independentes e bem sucedidas, que colocaram suas carreiras em primeiro lugar, que "o que essas piranhas precisam mesmo é de uma ro___ no c_".

Não, não consigo achar isso normal. Não é normal odiar alguém só porque pensa ou vive diferente de você. Não é normal odiar alguém só porque tem o que você não tem, mas acha que merecia ter. Não é normal odiar nem mesmo aquela pessoa que cometeu um erro, ou mesmo um crime. NÃO É NORMAL ODIAR!!!

Parem com isso, pessoas. Racionalizem. Canalizem suas frustrações em energia para ações construtivas. Perdoem. Perdoem-se. Precisamos muito reaprender a amar. É muito punk viver num mundo sem amor!!!

Vou terminar esse post desejando muito amor pra vocês todos. Porque o amor é assim, quando a gente divide, ele multuplica!!!

AMOR!!!

quinta-feira, 6 de abril de 2017

City of beasts

Embora no romance de Isabel Allende,  as feras citadas no título, tivessem apenas o aspecto exterior de fera, mas um coração amável, eu vou emprestá-lo para falar de monstruosidades.

Tenho me perguntado, mais constantemente do que gostaria, onde foi que tomamos o caminho errado, de volta à idade média. Sim, em que outra época se teve Deus no comando do Estado e a bárbarie instalada nos corações humanos? Pra todos os lados que olho enxergo ódio, intolerância, crueldade, violência... Enxergo essas coisas, inclusive, nas atitudes de alguns que bradam o Evangelho de Jesus... Quanta incoerência... Numa mão a espada do Evangelho (que é puro amor), na outra, a espada do ódio e intolerância que matam (por vezes literalmente).

Nesses últimos tempos, tem sido particularmente difícil pra mim lidar com a desvalorização da vida humana como tenho visto, porque estou vivendo um processo de reumanização, de quebrantação. Quero meu coração pulando benevolentemente de novo. Não quero rancores, ódios, intolerância, vingança, nada de negativo pesando em minha alma. Quero exercitar o perdão, o desapego, a compaixão, a empatia... Quero a corrente do bem ao meu redor... Quero ver amor em tudo...

Mas aí olho pros lados e AMOR é o que menos vejo... Uma filha que mata seus pais pra ficar com a herança, um pai que mata a mãe de seu filho pra não ter que pagar pensão, um padrasto que mata a enteada com ciúmes do namoradinho dela, um pai que joga sua filha da janela do apartamento sei lá porque, o marido que toca fogo na esposa que quer o divórcio porque não aguenta mais apanhar, as duas crianças que morrem por inalar a fumaça oriunda do corpo da mãe, tornando esse crime ainda mais doloroso... E ontem, ah, ontem foi Mirela... Morta e violentada pelo vizinho, simplesmente porque ele queria ter sexo com ela. E foi aqui tão pertinho, que pude ver nas cenas do velório pessoas de meu círculo de amizade...

Em que momento nossa humanidade começou a se desintegrar? Em que momento uma vida humana deixou de ter valor? Como confiar de novo nos outros, se os crimes que citei acima, e tantos outros que não chegam à mídia, foram praticados por pessoas que tinham a confiança da vítima?

A crise econômica me preocupa muito, porque conheço a realidade do desemprego, da falta de dinheiro...

Mas é essa crise de valores que me assusta de verdade... É preciso que se pare de recitar versículos bíblicos e se comece a imitar mais Jesus em suas atitudes e sentimentos. É preciso olhar o outro com mais compaixão, com mais empatia. É preciso entender que nossas diferenças não são motivos pra agessão ou assassinato. É preciso entender que a beleza de uma mulher, o tamanho da roupa dela ou seu grau de embriaguez não são convites ao estupro. É necessário lembrar que a vida do outro não te pertence, portanto, você não pode dispor dela.

NÓS PRECISAMOS NOS RECONECTAR COM NOSSA HUMANIDADE URGENTEMENTE...

E enquanto não o fizermos, viveremos todos nessa imensa City of beasts, onde as feras somos nós mesmos!!!

terça-feira, 28 de março de 2017

Sobre a dor e a delícia de ser o que é...

Aos 45 anos de idade posso dizer que já experimentei todos os carrinhos dessa montanha russa chamada vida, o que me dá energia pra ter algumas convicções. Uma delas, talvez a mais forte delas, é a de que não pretendo mais me casar, ou, ao menos, não pretendo me casar com o macho brasileiro regular.

O porque disso é simples: esse tipo de homem, bem genérico em terras cabrálias, é extremamente machista. Ele acredita que a mulher é sua propriedade e sua serva. Mesmo que seja ela a mantenedora, ele acredita piamente que é obrigação da mulher fazer todas as tarefas domésticas, incluindo lavar as roupas dele e cozinhar pra ele, mesmo quando ela não tá a fim. Além do mais, por ser propriedade dele, a mulher precisa de autorização para sair ou receber pessoas em casa. E, normalmente, ele vai checar as mensagens no celular dela, porque propriedade não precisa de privacidade. E é ele que decide pra onde vão e quando não vão a lugar nenhum. Ele tem amigos, muitos amigos, com os quais se encontra pra bater bola ou tomar uma. Ela pode ser amiga das esposas dos amigos dele. E nada de sair sozinha, que mulher direita tem que ficar em casa. O amigo que leva ele pra gandaia é parça... A amiga que chama ela pro barzinho é puta. O macho regular brasileiro é controlador. E eu... Ah, eu não suporto controle.

Nem é por maldade. Também não é rebeldia, nem birra. O caso é que, a antiga estrutura de família faliu há tempos. O homem mantenedor e a mulher submissa e do lar, já não passam de um artigo da década de 50, na revista Claudia.

Hoje, a mulher trabalha como o homem, estuda como o homem, assume responsabilidades como o homem e divide as contas da casa com o homem. Então, se os papeis mudaram, os relacionamentos precisam mudar também.

Um relacionamento a dois, precisa ser realmente a dois. Parceria. Os papeis de homem e mulher estão totalmente misturados. O poder que o homem tinha por ser o dono do dinheiro que mantém a casa, acabou-se. O casal, agora, segura a onda junto. No entanto, embora juntos, as demandas do dia-a-dia, no mais das vezes, abrem a necessidade de se preservar uma certa individualidade. Nem sempre os amigos vão coincidir, ou as preferências sociais. Não é justo que, depois de um dia exaustivo de trabalho, eu seja obrigada a ir àquela festinha chata na casa daquele amigo dele com o qual eu não tenho a mínima afinidade. Qual o problema dele ir sozinho? Eu aproveito pra ter um tempinho só pra mim... O mesmo vale pro parceiro, que não pode ser arrastado pros programas que não curte, só porque eu gosto.

Encontrar um homem, de minha geração, que concorde com tudo o que descrevi acima é tão fácil quanto achar um trevo de quatro folhas no canteiro.

Eu sou individualista, territorialista (muito difícil pra mim abrir mão do meu espaço ou compartilhá-lo), preciso de silêncio e solidão vez por outra e não suporto controle. Sou uma boa amiga, uma boa companheira, desde que se entenda que existem os limites acima. Não acho ruim ser como sou. Sou feliz. Vivo em paz. Essa é a delícia de ser como eu sou...

Mas SER é, dos verbos, o mais complexo. Há delícias... mas também há dores em ser o que sou...

Como toda e qualquer mulher, eu tenho meus momentos de fragilidade. Me sinto carente, às vezes... dá uma vontade de colo. Já houve ocasiões em que a carga veio tão pesada que eu cheguei a me perguntar se valia mesmo a pena ser assim tão independente, tão senhora de mim. Mais aí, dei conta do recado (como sempre dou) e a dúvida passou... Sim, vale a pena...

Estar sozinha hoje é uma condição que só revogo se encontrar um parceiro, seguro de si e feminista como eu. E não aceito menos!!!

domingo, 17 de abril de 2016

Não vai ter golpe!!!

As pessoas trasferiram sua indignação para Lula e Dilma e contra o PT. Bem típico de quem assiste o Jornal Nacional todos os dias e lê Veja ou Isto é semanalmente. Esses veículos incutiram na cabeça do povo a idéia de que o PT inventou a corrupção e ninguém nunca roubou tanto quanto Lula e Dilma. E é mais fácil seguir com a boiada do que parar para analisar a História pra entender como as coisas realmente são. Eu me decepcionei com Lula já no início do seu segundo mandato, quando percebi que as coligações feitas pra viabilizar sua eleição haviam dragado boa parte da base governista petista pros grandes esquemas de corrupção que a direita engendrava desde sempre: dolares na cueca, valérioduto, mensalão, escândalos dos dossiês. Claro que nunca acreditei no "Eu não sei de nada" do presidente, mas entendia sua postura e admirava o fato dele permitir que o MP denunciasse e a PF investigasse. Em outros tempos, com outros presidentes, o chefe da Casa Civil jamais seria preso, era engavetamento na certa. Também nunca votei em Dilma. A decisão do PT de lançá-la candidata me obrigou a votar nulo pra presidente nas duas últimas eleições. Não acho que ela seja competente em nenhuma das habilidades necessárias para ser presidente. E, no limitadíssimo entendimento que tenho, acho que sua condução econômica e política (a negociata irresponsável de cargos, por exemplo) foi sempre desastrosa. Sem falar da manipulação da economia que orquestrou para reeleger-se. No entanto, em seus dois mandatos, ela era, sem dúvida, a opção menos ruim para o País.

Apesar de tudo o que escrevi acima, tenho suficiente sensatez para entender que o ódio que a elite nutre pelo PT, por Lula e Dilma, vêem do fato de que nos últimos 14 anos, as classes mais baixas vivenciaram um empoderamento que nunca havia se visto na História do Brasil.  Vcs têm idéia do quanto deve doer praqueles que desejam manter o status quo ouvir de sua empregada doméstica, que agora tem FGTS, que não pode ficar além do expediente, pois tem faculdade, está cursando um tecnólogo, pelo PRONATEC, ou fazendo faculdade gratuita pelo PROUNI? Tem idéia do revanchismo que cresce no coração dessa elite ao ver na TV que o filho da catadora de lixo passou em primeiro lugar pra biomedicina, numa universidade pública ou que a filha da empregada doméstica está se formando em direito por essa mesma universidade, enquanto o seu filhinho playboy tem que pagar faculdade porque as vagas da universidade pública agora são divididas pelas cotas? Claro que pra essa elite essa medida não é justa. Lembro bem que, na minha época, quem estudava em escola pública, morria no ensino médio ou apelava pro crédito educativo pra pagar a Católica, pois as Federais eram pros ricos. E a interiorização da educação superior e técnica? Sertanejo se formando, lá mesmo no sertão, ao invés de migrar pra São Paulo pra ser discriminado pelo paulistas. A refinaria, Suape, a FIAT... Nunca houve tanto investimento federal fora do eixo Rio-São Paulo. Não, ilustres revoltados manipulados pela rede bobo, o voto popular em Lula e Dilma, não tem nada a ver com o bolsa família, tem a ver com a elevação da qualidade de vida de uma parcela (imensa, diga-se de passagem) da população, que antes vivia esquecida e relegada à sua própria miséria. E olhe que eu nem citei aqui todos os projetos que melhoram a vida dessa parcela esquecida, embora majoritária, da população brasileira.

Portanto, desvie um pouco o olhar do seu próprio umbigo, desligue a porcaria da televisão e abra um livro de História. O impeachtment, da maneira como vem sendo conduzido, é um golpe claro, não contra Dilma ou o PT, mas contra a nossa jovem democracia. Os que orquestram esse golpe são os mesmos maestros da corrupção que infestam nosso país desde o império. Representantes de uma elite revanchista, louca pra recuperar sua supremacia econômica e política. Urubus de gravata que sempre nos trataram como carcaças na estrada!!! Os mesmos que mandaram matar Antônio Conselheiro por ter dado ao povo sertanejo, sofrido, a compreensão de que é possível sim que o sertão vire mar... mas pra isso, o mar tem que ser um pouquinho sertão.

E é por tudo isso que escrevi aqui, que hoje inicio o meu dia bradando NÃO VAI TER GOLPE... NÃO PODE TER GOLPE... O povo brasileiro merece mais do que ter suas instituições entregues nas mãos daqueles que nada farão por ele... O povo brasileiro merece mais do que ver a democracia, pela qual lutamos tanto, ser violentada por aqueles que apenas desejam defender os próprios interesses, mantendo-se impunes por todo mal que já fizeram ao nosso País. Então parem e pensem! Também quero tirar Dilma da presidência. E quero tirar Temer, Maluf, Cunha, Calheiros e tantos outros do legislativo. Mas quero fazer isso democraticamente, nas urnas, em 2018.

#nãovaitergolpe #acordaBrasil

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Vamos limitar nossa intolerância?

Uma conversa com amigos e um link enviado por um deles me levou a refletir, esses dias, sobre como estamos nos tornando cada dia mais intolerantes e obcecados pelos conceitos de privacidade e individualidade. Vou explicar melhor...

Éramos 5 pessoas conversando sobre um assunto específico quando, sem ter porque, o tema 'grupos do whatsapp' entrou em debate. De repente todos reclamavam de como certas pessoas são inconvenientes, enviando mensagens fora do horário comercial, entulhando os grupos com lixo ou publicações que não condiziam com o tema do grupo. Estávamos realmente bravos com isso tudo. Sabe aquele sentimento de privacidade invadida? Então, era tipo assim... "Ah, quando eu vi tal publicação, chamei a pessoa na grande e disse umas verdades..." E todos concordavam, é, muito chato mesmo isso... Há que se ter limite... Sim, assentimos todos, há que se ter limite.

Dias depois um dos amigos me mandou um link para um texto muito esclarecedor: "13 coisas que você nunca deve fazer em grupos de whatsapp.' ´Pronto, ler esse texto foi o suficiente pra me fazer reavaliar todo o meu comportamento diante do mundo e entender o quanto estamos nos tornando, cada dia, mais intolerantes e mal-humorados, em defesa dessa tal de "privacidade".

Sim, eu sou extremamente autoreflexiva e tenho essa mania quase obsessiva de avaliar as minhas atitudes quando encontro no outro uma atitude que não me agrada. E que susto tomei eu descobrir o quanto tenho sido pouco Cristã por toda a minha vida.

Tá certo, há que se ter limites... Mas, vamos começar a limitar os limites também, senão acabaremos, todos, nos tornando ilhas humanas. Há que, antes de tudo, se impor limites a nossa intolerância. Comecei a analisar especificamente o caso do whatsapp. Por que me irritam tanto as mensagens fora de contexto de certos colegas? Em que elas me ofendem ou me perturbam? Todos os meus grupos são silenciados e o meu whatsapp é programado para não fazer download automático de nada, nem imagem, nem vídeo, entram na memória do meu celular sem a minha autorização. Além do mais, eu deleto todas as mensagens e limpo todos os grupos regularmente. Já é rotina pra mim. Diante disso, qual o problema de ter amigos que enviam lixo todo dia? Me afeta em que? Me prejudica em que? Pois é, não me afeta em nada, não me prejudica em nada.

Aqui, nesse momento, cabe um reflexão um pouco mais profunda: então, porque eu me irrito e me aborreço com isso?

ALERTA VERMELHO!!!

É, assustou-me perceber que eu estava sendo, apenas, totalmente intolerante. Nunca, nenhuma vez parei para pensar nos motivos daquelas pessoas enviarem mensagens "inconvenientes". Tá, tudo bem, digamos que certas pessoas são sem noção e ponto. Mas, não seria mais cristão de minha parte utilizar aqui um pouco de empatia? E se aquilo demonstrasse uma fragilidade da pessoa? Necessidade de aceitação e aprovação, ansiedade, carência, solidão... Poxa, como me senti culpada, logo eu que vivi momentos tão difíceis de angústia e solidão estava sendo insensível e intolerante com o outro. Fiquei muito triste comigo mesma... E foi então que o alerta vermelho começou a piscar e a alarmar com mais força.

Comecei a me lembrar das vezes que coloquei o fone no ouvido pra evitar a conversa da pessoa inconveniente que havia se sentado ao meu lado no ônibus e que insistia em me contar a vida dela... Das ligações que não atendi, pra não ter que suportar as lamúrias daquela amiga que passava por um período difícil... Das desculpas que já dei pra me desvencilhar de convites de cafezinho ou lanchinho daquele amigo solitário que quando começa a falar não pára. Como tenho evitado os que estão tristes e deprimidos e, por isso, passam a ter atitudes "inconvenientes".

Quando dizem que gente feliz não incomoda, é verdade. Gente feliz não incomoda porque é egoísta demais... Gente feliz, às vezes, se perde na própria felicidade. Mas a felicidade é um presente de Deus. Presente de Sua misericórdia. Devia nos inspirar a compartilhar e dividir, já que recebemos de graça!!!

E foi assim que, um simples papo sobre whatsapp, me levou a descobrir como venho falhando com Cristo. Mas, que bom que essa conversa aconteceu, agora eu posso rever minhas atitudes, me aborrecer menos com as pessoas, me colocar no lugar delas e tentar ser mais receptiva às suas necessidades e dores, afinal eu já estive lá, já vivenciei o vazio e a solidão, já senti desespero, já chorei sozinha, por isso eu sei exatamente como ajudar: basta ser tolerante e amoroso. Acabei descobrindo porque, mesmo sem merecer, recebi de Deus a cura para as dores da minha alma: ele me quer sorrindo, sorrindo pras 'inconveniências', sorrindo pros 'excessos', sorrindo pra 'falta de noção' das pessoas que precisam apenas que eu as aceite assim, como elas são, e que precisam de meu sorriso pra aprenderem a sorrir também...

E, por fim, foi bom lembrar que, amanhã ou depois, posso ser eu, novamente, a pessoa inconveniente, que manda mensagem fora do horário comercial, que puxa conversa na fila do banco ou no assento do ônibus, que faz visita sem avisar. E tudo o que eu vou querer é receber um sorriso e um bocadinho de tolerância com a minha dor e com os meus déficits. Então, é isso que vou aprender a dar.

Jesus nos deixou um manual para uma vida em paz. E por mais que a gente leia a Palavra diariamente, por mais que a gente repita o que lê, parece que não conseguimos inseri-las no nosso agir. Mas eu quero tentar... Chega de intolerância, chega de me aborrecer por tão pouco, chega de me sentir incomodada por nada. Eu, que falo tanto em amor, preciso aprender a amar também!!!